Ilustração de um cofrinho porquinho conectado por um caminho de moedas até uma casa, com um selo de 65% indicando o progresso da entrada

Como planejar a entrada para sair do aluguel e comprar seu imóvel

Aprenda a calcular quanto guardar por mês para juntar a entrada do seu imóvel, onde deixar esse dinheiro enquanto junta, e como decidir entre esperar mais ou continuar no aluguel.

19/09/2026

Pagar aluguel todo mês pode parecer dinheiro que "não vai pra lugar nenhum" — mas sair dele exige um planejamento que vai além de só "guardar o que sobrar".

Neste artigo você vai aprender a calcular quanto guardar por mês, onde deixar esse dinheiro enquanto junta, e como decidir entre esperar mais um pouco ou seguir pagando aluguel.


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🎯 Passo 1: defina o valor da entrada

O primeiro número que você precisa é: quanto de entrada esse imóvel exige?

Na maioria dos financiamentos, os bancos cobrem entre 70% e 80% do valor do imóvel — o que significa uma entrada de 20% a 30% do valor total, variando conforme o banco e sua análise de crédito.

Se pretende usar o FGTS, ele entra como parte dessa entrada (respeitando as regras de uso), reduzindo o quanto você precisa juntar sozinho.

👉 Se está em dúvida entre financiar ou usar consórcio depois de juntar esse valor, veja:

Consórcio ou financiamento: qual vale mais a pena para comprar carro ou imóvel


🧮 Passo 2: calcule quanto guardar por mês

Com o valor da entrada definido, a conta é simples:

Valor da entrada ÷ número de meses que você tem (ou quer levar) = quanto guardar por mês.

Por exemplo, uma entrada de R$ 60.000 em 36 meses significa guardar R$ 1.667 por mês. Se esse valor não cabe no seu orçamento hoje, você tem duas alternativas: estender o prazo ou aumentar a renda disponível para guardar.

👉 Se ainda não sabe quanto sobra do seu orçamento hoje para guardar, comece por aqui:

Como montar um orçamento mensal simples (e que realmente funciona)


🔒 Passo 3: separe esse dinheiro da sua reserva de emergência

Um erro comum é misturar o dinheiro da entrada com a reserva de emergência. São objetivos diferentes:

  • a reserva de emergência existe para imprevistos, e precisa estar sempre disponível;
  • o dinheiro da entrada tem um objetivo e um prazo definidos, e não deveria ser tocado para outra coisa.

Se você ainda não tem a reserva de emergência formada, ela vem primeiro — antes de começar a acelerar a entrada do imóvel.

👉 Veja como formar essa reserva:

Como criar uma reserva de emergência mesmo ganhando pouco


💰 Passo 4: onde deixar o dinheiro enquanto ele cresce

Como você vai precisar desse valor em um prazo definido (geralmente alguns anos), o ideal é priorizar segurança e liquidez, não o maior rendimento possível:

  • Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária são boas opções para esse tipo de objetivo;
  • evite renda variável (ações, fundos mais arriscados) para esse dinheiro específico — o risco de precisar resgatar justamente num momento de baixa é real;
  • reavalie a aplicação conforme o prazo for encurtando, priorizando liquidez cada vez maior perto da data de uso.

👉 Se está em dúvida entre as opções mais seguras, veja:

CDB, Tesouro Selic ou poupança: qual rende mais?


⚖️ Esperar mais ou continuar no aluguel?

Uma dúvida comum é: vale a pena esticar o prazo para juntar uma entrada maior, ou é melhor comprar mais cedo com uma entrada menor (e parcelas maiores)?

Alguns pontos para pesar nessa decisão:

  • uma entrada maior reduz o valor financiado e, consequentemente, o total pago em juros ao longo do financiamento;
  • continuar no aluguel por mais tempo tem um custo real, que também precisa entrar na conta — não é "dinheiro parado", é o preço de esperar;
  • não existe resposta certa universal: o que importa é comparar o custo de esperar (aluguel pago a mais) com a economia de juros de uma entrada maior, e decidir com base nesses dois números, não no impulso.

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  • definir uma meta financeira para a entrada e acompanhar o progresso mês a mês;
  • manter esse dinheiro separado da sua reserva de emergência no controle do orçamento;
  • visualizar quanto sobra do seu orçamento todo mês para guardar com consistência.

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❓ Perguntas frequentes

Quanto costuma ser necessário de entrada para financiar um imóvel?

Na maioria dos financiamentos, os bancos cobrem entre 70% e 80% do valor do imóvel, o que significa uma entrada de 20% a 30% do valor total, dependendo do banco, da sua análise de crédito e do tipo de imóvel.

Vale a pena usar o FGTS na entrada do imóvel?

Na maioria dos casos sim, desde que você se enquadre nas regras (imóvel residencial, dentro do limite de valor, sem outro financiamento ativo). Usar o FGTS reduz o quanto você precisa juntar por conta própria.

Onde guardar o dinheiro da entrada enquanto ainda não vou usar?

Prefira investimentos de liquidez diária e baixo risco, como Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária, principalmente se pretende usar o valor nos próximos um ou dois anos. Renda variável não é recomendada para esse prazo, pelo risco de perder valor justamente na hora de usar o dinheiro.


📚 Continue aprendendo

👉 Próxima leitura:

Como definir metas financeiras que realmente funcionam


✅ Resumo prático

Para planejar a saída do aluguel:

  • defina o valor da entrada (geralmente 20% a 30% do imóvel);
  • calcule quanto guardar por mês dividindo pelo prazo que você tem;
  • mantenha esse dinheiro separado da reserva de emergência;
  • guarde em investimentos de liquidez diária e baixo risco, não em renda variável;
  • compare o custo de esperar mais (aluguel pago a mais) com a economia de juros de uma entrada maior antes de decidir.

🎯 Conclusão

Sair do aluguel não depende de sorte — depende de um número claro (quanto precisa) e um prazo definido (até quando), com o dinheiro guardado em um lugar seguro nesse meio tempo. O resto é constância, mês após mês.


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